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13 de janeiro de 2012

A música brasileira ainda sobrevive

Alguns dizem que a música brasileira morreu. Nós que já fomos famosos pelas melhores letras e melodias do mundo, representados por Caetano, Chico Buarque, Os Mutantes, Cazuza, Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii, entre outros, hoje estamos presos a letras repetitivas que, sim, tem o seu agrado na hora da diversão de alguns, mas não podem representar a nossa riqueza cultural.

É fato que as letras repetitivas, como as de Cláudia Leite, Michel Teló, Luan Santana e Gustavo Lima, colam nos nossos ouvidos facilmente. Muito desse fato deve-se a quantidade de vezes em que tais músicas (que já são repetitivas, como foi dito) são tocadas repetitivamente na televisão, rádio e festas. Essas músicas sempre existiram, mas creio que jamais tiveram o destaque que tem agora.

Qual seria a causa disso? Muitos acusam o famoso “Jabá”, que costuma comprar tempos nas rádios para artistas novos. Artistas com planos de marketing avançados e feitos para vender. Rostos bonitos, corpos malhados, letras fáceis e dançantes facilmente criam uma ilusão aos olhos do ouvinte, que acaba comprando o produto.

Mas ainda acho que as pessoas são um pouco desesperadas demais ao afirmar a morte da música brasileira. Muitas bandas boas tocam pelo Brasil, infelizmente, a certa distância da grande mídia (ou seria melhor dizer “a certa ignorância”?). Neste tópico trouxe alguns exemplos de gente nova e alguns velhos com trabalhos novos fazendo artes que agradam os meus ouvidos.


Vanguart: É uma banda de Folk Rock do Mato Grosso, formada em 2002.



Apanhador Só: Banda Gaúcha, que já vem ganhando força no cenário nacional. Concorreu ao prêmio de revelação do VMB 2010 e venceu o prêmio de melhor álbum pop no Prêmio Açorianos de música.



Móveis Coloniais de Acaju: Banda de pop rock já com uma ampla repercussão nacional.



Tulipa Ruiz: Cantora nascida na baixada santista. Foi escolhida para representar o Brasil no jogo virtual FIFA 12.



Vitor Ramil: Cantor gaúcho das antigas. Começou a carreira na década de 80 e lançou nove álbuns até hoje.



CPM 22: Conhecida como a banda que iniciou o movimento emocore por algumas pessoas, rompeu o contrato com a antiga gravadora e acaba de lançar seu álbum independente “Depois de um Longo Inverno”, arriscando mais no novo som ao misturar Rock com Ska.



Detonautas: Apareceu na mídia brasileira pegando carona no início do emocore, com algumas músicas românticas. Seu líder, Tico Santa Cruz, com seu jeito contestador, ganhou inimigos na mídia (principalmente rádio), segundo ele, ao se negar a pagar o “jabá”. Atualmente lança um novo álbum totalmente gratuito via internet, disponibilizando uma música por mês.



Os Seminovos: Banda que utiliza o humor e a contestação como inspiração para suas músicas. Faz sucesso na Internet, disponibilizando todas as suas músicas gratuitamente.



Eu e a Banda: Banda que sintetiza elementos de várias vertentes musicais, entre funk, erudito, rock, jazz, entre outros. Um dos melhores sons novos que escutei.



Teatro Mágico: Banda já famosa no cenário nacional. Mescla sons românticos e críticos.



Estação das Brumas: Ótima para quem gosta de um rock mais pesado. Mantém elementos góticos em suas músicas



Confraria da Costa: Banda com temática pirata. Resgata a melodia da idade média, misturando-a com a atualidade.



Pouca Vogal: Projeto que une Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) e Duda Lindecker (Cidadão Quem). Os dois gaúchos estão em plena atividade, trazendo músicas de suas bandas, assim como melodias inéditas.



Pedra Leticia: Banda também já famosa no cenário nacional. É marcada por sua irreverência.



Criolo Doido: Cantor de rap e soul, ganhou grande repercussão no último ano ao ser um dos campeões de indicação ao VMB, vencendo o prêmio de revelação.



Esses são apenas alguns exemplos de músicas atuais e com muita qualidade. Existem muitos outros por aí, se você procurar. Mas creio que isso dá uma pequena prova de que a música brasileira ainda continua viva.

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