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| Barack Obama, que necessita discursar mais vezes. Seus discursos são sua maior força. |
Três anos depois, Obama enfrenta uma forte rejeição popular. Nem mesmo a
suposta morte de Osama Bin Laden, inimigo número um do país, foi capaz de frear
os discursos contra o presidente. Os Estados Unidos enfrentam o maior índice de
desemprego dos últimos tempos, que enfrentou uma leve melhora nas pesquisas das últimas semanas, ficando em 8,5%.
E apenas agora as tropas americanas desocuparam o Iraque, deixando o país
devastado, em meio ainda a revoltas e atentados. Mas ainda permanecem no
Afeganistão, em conjunto com outros países.
Muitos questionam a fraqueza de Obama no poder. Mas há que se fazer uma
análise mais crítica. Na realidade a esperança depositada em Obama foi gigantesca, frente ao que ele realmente poderia fazer. O
presidente não teve forças suficientes para barrar a crise econômica, que
assolou o país nos últimos anos. Também não teve força para exigir o
fechamento da prisão de Guantánamo, onde denúncias de tortura são frequentes. Além disso, o presidente estadunidense jamais conseguiu tirar do papel os planos de saúde pública, hoje rejeitados pelos pré-candidatos republicanos.
Um dos fatores que auxiliaram na rejeição de Obama foi a pressão popular frente a incapacidade do presidente em resolver situações internas, que se refletiu na derrota democrata
pelo congresso, hoje ocupado pela maioria Republicana. Derrota que enfraqueceu ainda mais
o poder político de Obama.
Na última semana de 2011, ainda tivemos a aprovação da lei conhecida como
National Defense Authorization Act. Com essa lei, o senado Americano garante ao
presidente o poder de, recorrendo às forças armadas, prender, sem julgamento,
sem acusação formal e por tempo indeterminado qualquer cidadão estadunidense,
dentro de seu território ou em qualquer lugar do exterior, sob suspeita de
terrorismo. Os cidadãos de outros países também podem se enquadrar na nova lei.
Essa nova lei americana assemelha-se muito a leis relacionadas a
ditaduras ao redor do mundo, dando plenos poderes ao presidente para aplica-la
contra qualquer um. E quem pode garantir que tal lei não será aplicada
arbitrariamente por razões políticas. Além disso, tal lei fere o direito básico
do cidadão por um julgamento justo e à liberdade. Fica claro que o medo
estadunidense do terrorismo está proporcionando a certos setores conservadores
de país, poderes dignos das ditaduras ao redor do mundo para, assim, aplicar as
suas leis. A aceitação da população torna essa lei ainda mais perigosa. A lei
ainda apresenta inconstitucionalidade, pois a 5º emenda da Constituição dos EUA
determina que “ninguém deve ser preso para responder por crime a menos que
condenado por um júri”.
O fato é que Obama vem perdendo seus poderes e, mesmo que vença as
próximas eleições, terá que fazer um trabalho duro para retornar a confiança
que o povo inicialmente depositou nele. E o partido democrata necessita
recolocar a sua maioria no congresso, para retornar ao presidente a pouca força que o ele ainda tinha anteriormente.
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| Mitt Romney, principal pré-candidato do partido Republicano |
O fato é que o discurso de todos os candidatos se assemelha muito. Mitt Romney, Ron Paul, Jon Huntsman, New Ginghich e Rick Santorum mantem discursos semelhantes sobre o papel dos Estados Unidos da América como governante do mundo. Todos também apresentam a semelhança de serem a favor de uma lei federal proibindo o casamento homossexual, lei rejeitada por Barack Obama.
Não acredito que Barack Obama sancione a National Defense Authorization
Act. Posso queimar minha língua, talvez pelo pouco poder político que Obama
ainda sustente e a necessidade de acordos com o congresso, mas preocupa-me muito esse tema por acreditar que seja qual for
o candidato republicano escolhido nas prévias, se ele vencer a eleição, sancionará essa lei,
transformando, assim, a ainda maior potencia mundial na maior ditadura mundial desde a queda da
URSS.
Fica a preocupação sobre essas eleições, que pode influenciar diretamente o Brasil e as relações com o país norte-americano nos próximos anos. A presidentA Dilma apoiaria um país com tais leis, depois de toda a sua história? Certamente teria que engolir a seco, para garantir o poder brasileiro na política internacional, mas há a possibilidade de interferência nessa política de alguma forma.
Fica a preocupação sobre essas eleições, que pode influenciar diretamente o Brasil e as relações com o país norte-americano nos próximos anos. A presidentA Dilma apoiaria um país com tais leis, depois de toda a sua história? Certamente teria que engolir a seco, para garantir o poder brasileiro na política internacional, mas há a possibilidade de interferência nessa política de alguma forma.






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